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quarta-feira, 31 de outubro de 2007

É melhor ler um livro

A TV do AP está pifada há quase 6 dias e começo a ficar angustiado.

Tudo começou com um zumbido, parecendo um besouro preso dentro da caixa e que batia as suas asas querendo sair. Ou a gente abria para ver se tinha mesmo um besouro, ou aumentava o volume. Optamos por aumentar o volume.

Passado algum tempo esses zumbidos evoluíram para estalos esporádicos. Era uma coisa assim: concentração total no filme/seriado/jornal/documentário e de repente PÁ!... PÁ!.

Rapaz, se o nego estivesse dormindo, acordava na hora. Se estivesse atento, levava um susto de desregular o marcapasso.

Até que um dia a bichinha não aguentou e pediu pra sair. Seu último suspiro foi a fumaça esbranquiçada. Parecia eleição de Papa. Adeus, televisão.

Claro que dá de fazer coisas muito mais importantes com ela desligada. Só não sei explicar essa crise de abstinência. Quando ela persistia funcionando, eu procurava motivos para desligá-la. Agora que está desligada, procuro alguém que conserte logo.

Meus colegas de cela compartilham do meu sofrimento.

- Eu não acredito. A TV queimou!
- Pois é. Isso é pior que faltar água!
- Lamentavelmente teremos de apelar para outras alternativas.
- Quais?
- Ludo, baralho, banco imobiliário, resta-um.
- Mas não temos nenhum desses...
- Então vamos ter que fazer o que eu temia.
- ?
- Conversar!

Deve ser o mau costume do vício.