Papo chato
Um papo chato: tenho uma liga inacreditável para fumantes, bêbados e perturbados em geral.
O meu problema com o fumo é antigo. Calma, não tô no vício. Nasalmente falando. Nunca traguei nenhuma espécie porque o meu nariz não permitiu. Agradeço a ele por ter me privado – ao menos até agora - deste gosto. Só o torço quando o negócio é a renite, o estreitamento interno das fosssas e as crises de trancamento.
Para ser politicamente correto, poderia dizer que respeito todo e qualquer fumante. Como realmente é o caso. Esse negócio de querer ser o mentor da vida alheia nunca foi o meu forte. Prefiro amigos viciados legais a imaculados xaropes.
O meu problema, repito, é com o nariz. Daí sempre quando sento num banco, pedra, meio-fio, surge um bendito e solta aquela enorme baforada do meu lado. E sem dar boa tarde.
Outra liga impressionante é com bêbado. Posso estar em qualquer lugar, parado, na minha, que surge um pileque ambulante e se encosta em mim. Puxa assuntos incompreensíveis e fica bravo se eu não participo da conversa. Quando estou na situação dele, será que também fico assim? A conferir.
O que será que eu tenho?
É cheiro de cana, é aroma da nicotina, simpatia ou um lindo rosto juvenil.
Acredito que são só estes vinte e cinco centavos. Tó, pega e compra uma cachaça pra molhar a palavra.


