Cantadas
Tem aquelas saídas dos anos 40:
“um ranchinho, teus carinhos e nada mais”.
As românticas irremediáveis:
“sou um eu a procura de um tu para sermos nós”.
As de cafajestes assumidos:
“tropece no seu orgulho e caia nos meus braços”.
As engraçadinhas:
“no baralho da vida, só encontrei uma dama”.
E as criativas:
“se a cada vez que eu pensasse em você sumisse um pedaço de mim... Epa cadê eu?”.
Ou, até, as inspiradoras:
“sabe gata, eu queria que tu fosses um passarinho. Só pra oferecer todo o meu amor e ouvir você dizer: quero-quero!”
As esquisitas?
“Me abre, me fecha, me chama de zíper! Me joga na parede, me chama de lagartixa...”.
Cheias de intenções:
“o que você faz aqui, além de tirar o meu fôlego?”.
Adocicadas:
“hei bombom, o que você faz fora da caixa?”.
Mas as de gosto duvidoso nunca deixarão de existir:
“eu queria ser uma obituração só pra viver na tua boca”.


