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quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Cantadas

Tem aquelas saídas dos anos 40:
“um ranchinho, teus carinhos e nada mais”.

As românticas irremediáveis:
“sou um eu a procura de um tu para sermos nós”.

As de cafajestes assumidos:
“tropece no seu orgulho e caia nos meus braços”.

As engraçadinhas:
“no baralho da vida, só encontrei uma dama”.

E as criativas:
“se a cada vez que eu pensasse em você sumisse um pedaço de mim... Epa cadê eu?”.

Ou, até, as inspiradoras:
“sabe gata, eu queria que tu fosses um passarinho. Só pra oferecer todo o meu amor e ouvir você dizer: quero-quero!”

As esquisitas?
“Me abre, me fecha, me chama de zíper! Me joga na parede, me chama de lagartixa...”.

Cheias de intenções:
“o que você faz aqui, além de tirar o meu fôlego?”.

Adocicadas:
“hei bombom, o que você faz fora da caixa?”.

Mas as de gosto duvidoso nunca deixarão de existir:
“eu queria ser uma obituração só pra viver na tua boca”.