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sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Me leva minissaia

Minha relação com a minissaia sempre foi de baixo pra cima. Na verdade tenho uma paixão avassaladora por elas. Mas as minissaias, minissaias mesmo. As que deram origem ao sorvete; essa que desperta a curiosidade; essa que cria sensações, dores no braço ou hematoma quando o olhar não nos pertence. As microssaias eu não conto: estão numa categoria acima.

O que faz da mini tão especial é o seu contexto histórico, o seu aparecimento repentino e que causou o devido furor e admiração. Alguns se admiraram tanto que perderam a linha do cóis, a harmonia do casamento, o compasso da vida.

Quantos já não se engalfinharam em seus desenhos? Quantas lolitas entre suas costuras? Quantas aulas matadas para ver a guria do segundo ano balançando o pompom?

A minissaia passou por toda essa tara adolescente e lhe cortaram a vivacidade, a suspeita, a maravilha e mais um palmo de tecido.

Eu poria a mão no fogo por uma minissaia, porque sei que ela acabaria na coxa.

Não posso dizer o mesmo por uma microssaia, porque não responderia por mim, nem por onde ela pudesse me levar.