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quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Graças e mentirinhas

Sabe aquelas intermináveis tiradas no seu e-mail de alunos engraçadinhos e respostas de mesmo naipe? Aí vai outra. Parece-me coisa forjada.

Depois do advento internet, já não dá mais de saber em quem ou no que confiar. Mas recebi e repasso, como todo propagador de boatos que detesta a origem da fonte.

O Vestibular da USP cobrou dos candidatos a interpretação do seguinte trecho de um poema de Camões:

"Amor é fogo que arde sem se ver
é ferida que dói e não se sente,
é um contentamento descontente,
dor que desatina sem doer " .

Uma vestibulanda deu a sua interpretação em forma de poesia:

"Ah! Camões, se vivesses hoje em dia,
tomavas uns antipiréticos,
uns quantos analgésicos
e Prozac para a depressão.
Compravas um computador,
consultavas a Internet
e descobririas que essas dores que sentias,
esses calores que te abrasavam,
essas mudanças de humor repentinas,
esses desatinos sem nexo,
não eram feridas de amor,
mas somente falta de sexo! "


Ajudou nessa: Purgão