Senta no colo dele
Incrível como entra ano e sai ano, as crianças ainda sentam no colo dele. Ele é místico e tem aquela aura de encantamento que a infância tanto procura. Ao mesmo tempo que pode assumir a fisionomia do Michael Myers da série Halloween e provocar choro e ranger de dentes. Só é bom ficar alerta para ninguém puxar a barba, porque é o tio Afrânio o barrigudo de vermelho.
Ser um Papai Noel deve ser uma vocação. Eu percebo isso pelos gestos e olhares dos papais noéis dos shoppings e supermercados. Eles querem fazer aquilo ser verdade. Sentados naquela cadeira parecida com um trono, pequenos ao seu redor e flashes de fotografias retratanto um espaço/tempo que vai ficar vivo na memória, pelo menos enquanto o significado perdurar.
Os noéis, da forma que for, precisam existir. As crianças, da forma que for, precisam acreditar em alguma coisa.
Que deixem para enfrentar a vida de frente, e saber que é o tio Afrânio por debaixo daquela barba e da pança de cerveja no momento certo. E com as armas certas contra um futuro, vá, lá!, muito incerto.
Os noéis, da forma que for, precisam existir. As crianças, da forma que for, precisam acreditar em alguma coisa.
Que deixem para enfrentar a vida de frente, e saber que é o tio Afrânio por debaixo daquela barba e da pança de cerveja no momento certo. E com as armas certas contra um futuro, vá, lá!, muito incerto.


