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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Em Cuba, nada?



O Lula disse que o Fidel realizou, com a renúncia, um gesto de “despreendimento”. Como assim? O homem já estava se desmanchando. Depois de quase meio século no poder, se despreende muito mais em uma pessoa de 81 anos do que só suas vontades.

Vou dizer o que acho de Cuba agora sem o mito. E posso garantir que é bobagem. Na minha ilha, o governo e as ações ainda seriam em família:


O presidente Raul Castro assumiria e morreria, não necessariamente nessa ordem. No seu lugar viria o "botafoguense" Ruy Castro mostrando serviço. Seu primeiro ato governamental seria trocar a bandeira.



A primeira-dama, Carol Castro, cuidaria das ações filantrópicas. Nada a ver com dar aos pobres. O socialismo reparte.

Castrinho, no gozo das suas atribuições, seria o ministro da cultura.

Hélio Castro Neves, dos esportes, investiria mais em natação e remo, incentivando a fuga voluntária para Miami e arredores.

Todo o dia de manhã na rádio estatal um poema do Castro Alves.

O combustível seria a cargo da Castrol. E os inimigos do regime seriam castrados.

Até que um bomba vinda do Estados Unidos transformaria tudo em democracia.


Utopia e bobagem. Se ele tinha ambas, por que a gente não pode ter ao menos uma delas?


Com o auxílio de Cris e o consultor Jaime.