Em Cuba, nada?

O Lula disse que o Fidel realizou, com a renúncia, um gesto de “despreendimento”. Como assim? O homem já estava se desmanchando. Depois de quase meio século no poder, se despreende muito mais em uma pessoa de 81 anos do que só suas vontades.
Vou dizer o que acho de Cuba agora sem o mito. E posso garantir que é bobagem. Na minha ilha, o governo e as ações ainda seriam em família:
O presidente Raul Castro assumiria e morreria, não necessariamente nessa ordem. No seu lugar viria o "botafoguense" Ruy Castro mostrando serviço. Seu primeiro ato governamental seria trocar a bandeira.

A primeira-dama, Carol Castro, cuidaria das ações filantrópicas. Nada a ver com dar aos pobres. O socialismo reparte.
Castrinho, no gozo das suas atribuições, seria o ministro da cultura.
Hélio Castro Neves, dos esportes, investiria mais em natação e remo, incentivando a fuga voluntária para Miami e arredores.
Todo o dia de manhã na rádio estatal um poema do Castro Alves.
O combustível seria a cargo da Castrol. E os inimigos do regime seriam castrados.
Até que um bomba vinda do Estados Unidos transformaria tudo em democracia.
Utopia e bobagem. Se ele tinha ambas, por que a gente não pode ter ao menos uma delas?
Com o auxílio de Cris e o consultor Jaime.


