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sexta-feira, 27 de abril de 2007

Terrorismo em Santa Catarina

Pânico no supermercado
MARIANA ORTIGA

Trinta e cinco pessoas ficaram feridas - 10 em estado grave - na ação de um suposto suicida, ontem à tarde, no Supermercados Rosa da Praia dos Ingleses, Norte da Ilha de Santa Catarina. O homem invadiu o estabelecimento e ateou fogo no setor de produtos de limpeza, que rapidamente incendiaram e provocaram uma explosão no local.

No interior da loja, foi encontrado um corpo carbonizado, que o Instituto Médico Legal (IML) confirmou, no final da noite, ser de Leandro Pacífico de Souza.

Autor da ação, ele morreu com um tiro na cabeça. Faltava apenas aos legistas confirmarem se a bala é da sua arma, uma Rossi calibre 32.
O fogo começou por volta das 14h, pouco depois de Leandro ser visto entrando armado no supermercado, onde seria repositor. Segundo funcionários, ele ameaçava com o revólver os colegas que tentavam aproximação.
- Ele espalhou álcool pelo setor de limpeza e ateou fogo, mas ninguém chegava perto para contê-lo por causa do revólver - relatou o empacotador Maycon Ville.
Quando a Polícia Militar chegou, atrás da informação de que o supermercado estaria sendo assaltado, o incêndio e a correria de clientes e funcionários já havia começado. Ao ver a polícia, Leandro apontava a arma para si e para quem estava no mercado, ameaçando atirar caso os policiais pegassem a mangueira contra incêndio do estabelecimento.
- Foi aí que houve uma explosão e o pessoal dispersou, em pânico - disse o tenente Iloir de Oliveira.
A aposentada Zilma Maria Henrique viu Leandro entrar armado no supermercado. Minutos depois, no momento da explosão, teve de largar as compras e sair em disparada. - Foi muito rápido. Vi o rapaz passando com a arma e, em minutos, já ouvi aquilo. Eu achava que havia um tiroteio no supermercado. Só soube que era incêndio quando cheguei lá fora - contou, chorando e com as mãos trêmulas.
Não está claro se Leandro trabalhava ou não no supermercado. Colegas disseram que ele fora demitido. Outros, como seu pai, afirmaram que ele estava apenas de folga. Outra versão é de que Leandro estaria assustado com a possibilidade de ser desligado, já que teriam ocorrido demissões na loja há poucos dias.
Às 19h, pouco depois de o corpo carbonizado ser encontrado ao lado da Rossi calibre 32, os bombeiros ainda não haviam apagado todos os focos de incêndio do interior do supermercado.
De acordo com a Defesa Civil, o fogo comprometeu parte da estrutura do prédio. A base dos pilares estava cedendo e havia risco de desabamento da parte central. A direção dos Supermercados Rosa disse que se manifestaria apenas hoje sobre o episódio.

Fonte: Diário Catarinense.

A única coisa que dá de comentar sobre isso é que de pacífico o cara não tinha nada.