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segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Enquanto uns choram...

Perdi o celular em uma formatura. Acho que deve ter sido depois de alguma cambalhota, não recordo. Pedi para o pessoal da banda divulgar. Realizei o precedimento padrão de bloqueio de chip para reaver o número. Posterior a ressaca de domingo, claro.

O celular era velhinho, sem créditos e limitadíssimo, o que confortou um pouco. Imagina se fosse um desses com tecnologia espacial? Estaria em depressão profunda e rezando responso.

Não foi a primeira vez que um celular meu desapareceu. Tenho a lembrança do primeiro que comprei, a muito custo, prestações enormes e a sua perda terrível.
Fiz B.O., divulguei na rádio, fiz promessa, até que apareceu através de uma misteriosa voz vinda de uma cidade vizinha, pelo telefone de casa. Bem, na verdade me estorquiram 50 pila para tê-lo de volta. O primeiro caso de sequestro do gênero que conheço.

Ainda bem que não invisto muito nesse tipo de equipamento. Assim como a moto foi feita para cair, o celular - e há quem negue - foi feito para perder.

E o desapego é a melhor coisa. Veja o pessoal da Finlândia, por exemplo.

Eu perdi o celular e não tô ligando.
Em todos os sentidos.

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