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quarta-feira, 11 de abril de 2007

O fantástico esquema da consideração

Esse negócio de consideração é só de filha para mãe, de mãe pra filha e olhe lá. Não é ressentimento, é constatação. Muitas pessoas escrevem sobre isso, mas não vou citá-las por dois motivos: aumentaria a descrença e não estou lembrado.

A figura do patrão, agora, é mais abominável ainda que de outrora, dos tempos do guaraná de rolha e dos recados anotados na prancheta ou parede. Por quê? Porque está mais difícil de ganhar dinheiro e você precisa demonstrar resultados mais rápidos. O mercado está mais rápido e as conexões, salvo excessões, também estão. Senão, catimbau juvenal.

No entanto, o que fazer quando você é a maravilha de empregado que todo dono de negócio gostaria de ter, e não se sente reconhecido como tal?

Não há nada o que fazer, a não ser que troque de emprego esperando uma possível reviravolta das relações empregatícias, ou, então, se conforme com o fantástico esquema da consideração na relação patrão/empregado:

Subnível: Lucro ou não incomoda.

Não deu lucro = te manda embora.
Incomoda = manda embora.
Não incomoda e dá lucro = patrão fica quieto.
Você pede aumento = não está dando tanto lucro.
Você não fala nada = patrão não te procura.
Você não tá contente? = azar o seu.
Quer alguma coisa da vida? = vai a luta.